sábado, 21 de julho de 2012

Efeito da estimulação elétrica na formação e liberação de opióide endógenos


A estimulação elétrica nervosa transcutânea ou TENS, como é conhecida devido a sua abreviação
em inglês (Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation), é uma valiosa técnica clínica usada em fisioterapia para o tratamento sintomático da dor. Seu mecanismo de ação, no entanto, tem sido atribuído apenas a uma hiperestimulação sensorial sustentada pelo mecanismo de controle da comporta de dor (MELZACK & WALL, 1965). A postulação desta teoria inaugurou a criação das unidades de TENS.

Mas a hiperestimulação sensorial não era suficiente para explicar seu pós-efeito analgésico, pois permitiria a modulação da dor apenas no período em que o aparelho estivesse ligado. A estimulação elétrica parecia ativar também outros mecanismos de inibição pré-sináptica por meio de um sistema descendente, o que envolveria, mais tarde, a descoberta da participação de um sistema de opióides, no qual participaria também algumas estruturas do Sistema Nervoso Central.

Desde a descoberta de endorfinas e encefalinas em 1975 (LOBATO, 1992), os efeitos da
estimulação elétrica na formação e liberação de opióides endógenos têm sido objeto de inúmeras
pesquisas. Os opióides de natureza endógena são substâncias fabricadas no sistema nervoso central, ou neuropeptídeos, que na verdade são hormônios peptídeos, biologicamente inativos, dão origem a agentes ativos após segmentação enzimática. Estes pertencem a três famílias de opióides neuropeptídeos: as dinorfinas, as encefalinas e as endorfinas, sendo essas últimas, importantes no mecanismo de supressão endógena da dor. 

Os opióides bloqueiam os sinais nociceptivos, sem alterar as demais formas de sensibilidade. Estes agem ligando-se a receptores existentes no sistema nervoso central e periférico. O termo receptor é um conceito da farmacologia moderna, sendo que na verdade, o receptor é uma macromolécula, uma proteína, que se liga à droga, e daí resulta sua ação biológica (AZEVÊDO,1998). Os receptores foram identificados na década de 70, o que promoveu um grande avanço no entendimento do mecanismo dos opióides e no tratamento da dor.


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Fonte: UNORP


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